quinta-feira, 21 de maio de 2009

Acho que o grande problema de mudarmos de escolas é o meio envolvente.
Quando deixamos a pré, vemos sempre os "meninos grandes". Os do quarto ano metem sempre respeito e nós, tentamos sempre imita-los.
Quando passamos para o quinto ano, deixamos a primaria e entramos no segundo ciclo. Deixamos de ser um "modelo a seguir" e passamos a ficar na posição "mais baixa" da cadeia alimentar. Ao inicio, é meio intimidador, mas depois, começamos a querer afirmar-nos e a mostrar quem somos. É aí que fazemos os verdadeiros amigos. Aqueles que nos irão servir para o resto da vida. Amigos que passamos 5 anos juntos até ao nono ano. Aí, voltamos a estar no "topo" da cadeia alimentar. Há sempre quem implique com os que estão abaixo do nosso "estatuto" e, até há quem chame a isso de tradição pois é um ciclo vicioso.
Quando passamos para o décimo ano, voltamos a mudar de escola. Existe mais responsabilidade e há mais expectativa dos outros em relação a nós. É aí que se conhecem pessoas novas. Há quem tenha a sorte de ficar com os amigos do "ano passado", e há quem tenha o azar de ficar com ninguém que conheça. Se a escola for noutra cidade, a situação agrava-se. Estávamos habituados a um certo ambiente. Conhecíamos todos na escola e todos nos conheciam. Agora, num lugar completamente diferente, com pessoas que nunca vimos a vida, estamos sempre na expectativa. Muitas das vezes até olhamos para uma pessoa e tentamos descrever o seu perfil para ver se é um bom começo de amizade. À medida que os dias vão passando, já todos se vão falando e, no final do primeiro período, os grupinhos estão formado. Parece que existe a tão famosa selecção de personalidades em que, procuramos um determinado estatuto numa pessoa que achemos ser compatível connosco.
O pior é quando se começa mesmo a conhecer uma pessoa... ou melhor, quando achamos que já conhecemos... acho que todos temos um amigo ou que conhecemos alguém que nos diz sempre "posso parar quando quiser" e coisas assim do género, e damos por nós a pensar se será mesmo verdade.
Depois, também há aqueles que dizem "epá... eu nunca! Do tipo, sei muito bem das cenas todas e nisso não me vês" e, um ano mais tarde, aparecem feitos loucos, no meio da aula, melhor, de um hipotetico teste a rir que nem uns cavalos... e ficamos a pensar "como é que isto foi acabar assim...?"
Há quem diga que é no secundario que se cometem loucuras e que, quando se vai para a universidade é que se ganha o tão famoso juizo. Eu não sou dessa opinião.
Nós todos crescemos e nos formamos a partir de certos padrões e educações. Fazemos as escolhas que queremos, não porque ou outros dizem que é assim ou assado, que tem de ser ou que não tem e por aí fora. Cada um de nós tem cabeça para pensar e quem sou eu para julgar os outros pelas suas opções (?) mas não deixo de achar que é um acto de irresponsabilidade só para depois, no futuro se dizer que se experimentou com o maior orgulho do mundo como se isso importasse verdadeiramente para alguma coisa... Apenas dá má impressão à pessoa que está a ouvir essa conversa...
Chamem-me antiquada ou o que quiserem... mas sei do que falo... e se ou quando falo, é porque é algo mesmo coiso...

4 comentários:

Silvana disse...

"Cada um de nós tem cabeça para pensar e quem sou eu para julgar os outros pelas suas opções (?)"

ahpoisé catarina, maria albertinoida.

epa gostei, e concordo (com algumas coisas), e sim és antiquada pa caraças!

(vou comprar um cachimbo de água e fumar morango, ora toma-te!)

Catarina disse...

quase que aposto que nao sabes de quem falo!

Jimmix disse...

TAs a ver eu nao fui uma daquelas pessoas que tinha grupos, eu e a lisa estavamos em todo o lado xD
e nao e?
dava me com todos os grupos :D

Carla Reis disse...

Para dizer a verdade, no secundário não cometi qualquer tipo de loucura, a não ser mudar de escola no 12º ano, de um dia para o outro. Mas não me arrependo disso, foi o melhor que fiz!
Quanto ao juízo na univesidade... humm... confesso que cresci muito neste meu primeiro ano na universidade, mas nem por isso deixei de me divertir, rir, estudar... há tempo para tudo... e a verdade é que uma loucura ou outra de vez em quando, não faz mal a ninguém! Agora, depende do conceito de "loucura" de cada um ;p
beijinhos*